O Simbolismo foi um importante movimento literário do final do século XIX. A leitura de poemas e prosas simbolistas permite-nos conhecer quais eram os sentimentos e perspectivas de mundo de algumas sociedades alguns anos antes da Primeira Guerra Mundial. Nas últimas três décadas do século XIX, uma profunda crise econômica assolou a Europa, e o capitalismo liberal provou constituir-se em cartéis e monopólios, produzindo pobreza e desigualdade social. O ideal positivista e os progressos científicos alcançados durante todo o século não construíram nações soberanas e dignas, mas sim acabaram por culminar, no século seguinte, na Primeira Guerra Mundial.
Nesse ambiente de desilusão com a realidade e, em alguma medida, com a própria racionalidade, floresceram as flores do mal de Baudelaire e o movimento simbolista. Leia, a seguir, um trecho do poema em prosa de Baudelaire que representa bem a perspectiva dos simbolistas sobre a realidade,A literatura simbolista pode ser caracterizada como uma arte profundamente marcada pelo pessimismo em relação à existência, espaço marcado, agora, pela desilusão. Utilizando uma linguagem fluida, imprecisa, os autores desse movimento não buscavam retratar o mundo, mas apenas sugeri-lo a partir de suas visões subjetivas.
O Simbolismo foi um movimento, pensamento ou escola literária que surgiu no final do século XIX, em terras francesas.
O movimento surgiu em contraposição ao Realismo e ao Naturalismo, com a publicação do livro de poemas “Flores do Mal”, de Charles Baudelaire, o precursor do pensamento simbolista.
Após a publicação do livro de poemas em 1857, diversos escritores passaram a seguir a linguagem e a escrita de Charles Baudelaire. Esse grupo ficou conhecido como os decadentistas.
Na Europa, o Simbolismo foi um movimento muito forte. Contudo, no Brasil a escola literária não foi tão evidenciada.
Isto porque era considerado um movimento marginalizado. Aspecto que é possível ver no principal representante da escola literária no Brasil, o escritor Cruz e Sousa.
Segundo o sociólogo e crítico Antônio Cândido, Cruz e Sousa foi o "único escritor eminente de pura raça negra na literatura brasileira, onde são numerosos os mestiços”.
As características do Simbolismo
Outras características do Simbolismo são:
• Constante aproximação entre a música e a poesia; • Utilização de recursos literários como, por exemplo, a aliteração (repetição de um fonema consonantal), assonância (repetição de fonemas vocálicos) e onomatopeia; • Caráter individualista;
• Oposição ao racionalismo, materialismo e cientificismo;
• Desconsideração das questões sociais abordadas pelo Realismo e Naturalismo; • Fantasia e mistério ;
• Misticismo, religiosidade e sublimação;
• Ampla valorização da espiritualidade humana;
• Distanciamento das questões sociais geralmente abordadas pelo Realismo e Naturalismo; • Valorização do inconsciente e do consciente humano, rompendo com as barreiras impostas pela racionalidade;
• Universo onírico e transcendental;
• Total negação aos valores preconizados pelo Naturalismo e pelo Realismo;
• Produção de obras de arte baseadas na intuição, descartando a lógica e a razão;
• Linguagem fluida e musical;
• Criação de obras de arte valorizando a intuição e descartando a racionalidade e a lógica;
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